O BPA pode atuar como um hormônio-símile, considerado um xenoestrógeno, com capacidade de mimetizar, amplificar ou inibir a atividade de estrógenos endógenos e/ou de interferir na ação do receptor nuclear de estrógeno e incluem: efeitos androgênicos e estimular a liberação de prolactina em células GH3.

A descoberta da atividade estrogênica do BPA foi acidental, quando pesquisadores verificaram que, durante o processo com autoclave, os tubos plásticos de policarbonato, liberavam na água essa substância, a qual, na concentração de 5,7ppb, ocasionou estímulo da proliferação de células de câncer de mama. Pode suprimir a liberação da adiponectina (hormônio anti-inflamatório) correlacionando com uma maior incidência de síndrome metabólica, no metabolismo, na função tireoidiana, na diferenciação e função do sistema nervoso central, no desenvolvimento, no sistema imune e por modificar a expressão e atividade da enzima citocromo P450  enzima necessária para tornar os xenobióticos mais eletrofílicos na destoxificação de fase.

Segundo Lang a concentração urinária de BPA se associou positivamente com uma maior prevalência de doença cardiovascular (DCV), diabetes e anormalidades em enzimas hepáticas. De acordo com o Programa Nacional de Toxicologia do centro de estudo de riscos para a reprodução humana, o BPA afeta o desenvolvimento e a reprodução.

Tem efeitos no cérebro, comportamento, próstata de fetos, bebês e crianças. Em meninas, apresentam efeitos em glândulas mamárias, puberdade precoce em fetos, bebês e crianças. A exposição na gravidez pode resultar aborto, defeitos de nascimento e baixo peso ao nascer. Vilela cita danos na morfologia de espermatozoides, na integridade da membrana e na motilidade, quando durante a gestação.

A atividade estrogênica do BPA promoveu uma disfunção gonadal, induzindo ratas grávidas e seus filhotes recém-nascidos à obesidade e também resultou em mudanças no comportamento como hiperatividade, aumento de agressividade, com alterações para estímulos de dor ou medo, falhas de aprendizagem e influência no comportamento sócio-sexual

Revista Saúde Quântica / vol.3 –nº3/ Jan–Dez 2014 30 Quanto ao potencial cancerígeno, o BPA, como uma substância exógena, pode intervir na regulação da síntese do material genético, levando a uma proliferação celular na hipófise, na mama e no útero. E a ação estrogênica poderia, por mecanismos similares a outros estrogênios, promover indução de fatores de crescimento e proto-oncogenes.


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